Fake News: O que o Espiritismo tem a ver com isso?

 

A verdade é sua ou a dos outros?

Agora é moda. Ou seria modismo?!

O novo é inovador, transformador. Assim é a Boa-Nova, a mensagem do Evangelho de Jesus, oportuna. O Espiritismo também é sempre atual em seu conteúdo.

Ao contrário, o modismo vem e passa, alardeia e some, confunde e desaparece…  É comum surgir uma ou outra novidade que pretende revolucionar o mundo, como se a roda fosse descoberta a cada momento!

As informações são veiculadas a mancheias e surgem de inúmeros lugares e de replicadores, sem que se saiba ao certo a fonte original. Muito menos se consegue verificar a originalidade ou fidelidade da informação: verdadeira ou falsa?

Um princípio básico do jornalismo é que a fonte deve ser inúmeras vezes conferida antes de a matéria ser publicada, para se ter certeza de sua origem e autenticidade.

Hoje, fala-se tudo sobre qualquer coisa, sem nenhum compromisso com o conteúdo, fatos e pessoas. Interessa mais o furo, ser o primeiro a disseminar a novidade. A pressa em compartilhar, postar, divulgar é impressionante e lamentável.

Já ouviram falar em Fake News, as tais notícias falsas? Agora, todo mundo está falando sobre isso, no Brasil e no mundo inteiro. Se você não sabe o que é, fique antenado, pois isso é a febre contagiante dos tempos líquidos em que vivemos.

Fala-se o que não se deve, espalha-se o que não se poderia. Notícias falsas, informações incompletas, dados manipulados, meias-verdades, polêmicas, tendenciosidades, extremismos, formação de opiniões…

Que está por detrás da divulgação de mensagens ou notícias falsas? Enganar, iludir, apenas se divertir?!

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O Evangelho de Jesus e o Espiritismo têm algo a ver com tudo isso?

Nada melhor que os próprios autores responderem. O que parece novo, não é tão novo assim. Isso porque falsas notícias, inverdades sempre existiram. É que agora, com o poder de impulsão pelas redes sociais, tudo parece ser instantâneo, em tempo real, e a acessibilidade às informações está cada vez mais fácil na sociedade pós-moderna da informação, da ciência e da tecnologia em que estamos imersos.

O cuidado com o trato das fake news não é de agora. Jesus e o Espiritismo já nos apontam como nos comportar diante de tais situações. Vamos conferir algumas expressões que alertam sobre o assunto:

Não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram no mundo. (I Jo, 4:1)

A boca fala do que está cheio o coração. (Lc, 6:45)

Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos. (Mt, 7:15 a 20)

Tende cuidado para que alguém não vos seduza; porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e seduzirão a muitos. Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; e porque abundará a iniquidade, a caridade de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim se salvará. Então, se alguém vos disser: “O Cristo está aqui, ou está ali”, não acrediteis absolutamente; porquanto falsos cristos e falsos profetas se levantarão e farão grandes prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse possível, os próprios escolhidos. (Mt, 24:4, 5, 11 a 13, 23 e 24; Mc, 13:5, 6, 21 e 22)

Deve-se publicar tudo o que os Espíritos dizem? (Allan Kardec, Revista Espírita, nov. 1859)

Antes de falar qualquer coisa, passe pelos três crivos, ou pelas três peneiras: se é bom, verdadeiro e útil. (atribuído a Sócrates)

Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem.

Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. (Erasto. O Livro dos Médiuns, cap. 20, it. 230)

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É natural nos questionarmos sobre qual deve ser nossa postura diante das informações possivelmente falsas. Recomendável que o discernimento oriente nossas ações. Assim, oportuno lembrar que, perante as possíveis fake news, devemos: ser cautelosos quanto a novidades e notícias bombásticas; adotar a dúvida, como segurança informacional, sem julgamentos; levantar rigorosamente a fonte da informação; avaliar se o conteúdo é verdadeiro, bom, útil e pertinente; e evitar retransmitir conteúdos duvidosos ou suspeitos por quaisquer meios nas redes sociais: Facebook, Twitter, WhatsApp, e-mail, textos, palestras, conversas, dentre outros.

Lembremo-nos que somos divulgadores, influenciamos e somos influenciados o tempo todo na vida. E, consequentemente, somos responsáveis pelos nossos pensamentos, palavras e ações onde estivermos e aonde formos.

Pensemos no bem! Falemos sobre o bem! Ajamos no bem! Assim, o mundo será melhor para todos nós.

Por Geraldo Campetti

 

FONTE:

http://www.mundoespirita.com.br/?materia=fake-news-o-que-o-espiritismo-tem-a-ver-com-isso

A mulher moderna e a espiritualidade

Chegou a Era da mulher!

São grandes os desafios do século XXI. Especialmente para a mulher que, hoje em dia, trabalha fora, cuida da casa, dos filhos, entre uma série de outras tarefas. Mas e a espiritualidade? Como está?

Por que eu tenho essa doença?

Cada um carregue sua cruz.

         Muitos de nós passamos por grandes dificuldades relacionadas à saúde. Algumas patologias parecem ser fardos bem mais pesados do que outras.

A alternativa é... Viver!

Sempre será o objeto da vida...

        Desde que Homem habita a Terra, tem sido defrontado com inúmeros desafios materiais e / ou pessoais. Apesar disso, sempre encontrou uma escapatória, no meio de guerras, pestes, cataclismos naturais. A morte é um património da vida, a única coisa que está pré-determinada: todos nós, um dia, iremos “morrer”. Derivado da óptica materialista do Ocidente, ensinaram-nos que morrer era uma desgraça, quando a morte, se natural, faz parte da vida, como uma mera etapa.


Depois da trágica Idade Média, passámos para o Positivismo e, o Materialismo foi-se instalando nas Sociedades ocidentais. Passou a ser chique, elegante, até sinal de sapiência dizer-se ateu e / ou agnóstico. Ser-se espiritualista era sinónimo de inferioridade intelectual, destinado à plebe e pouco mais.

Em 1857, com o advento do Espiritismo (filosofia de vida – nada tem a ver com seitas ou religiões) demonstrou-se experimentalmente que a morte é uma quimera, que a vida continua, que é possível falar com os “falecidos”, através de médiuns (pessoas com faculdade de captar o mundo extrafísico). Já não é preciso acreditar: agora, sabe-se, qualquer um que pesquise encontra os mesmos dados, universais e transversais a todas as Sociedades.

Charles Richet apresentou a Metapsíquica, teve vergonha de dar o braço a torcer no que respeita às descobertas espíritas, fazendo-o, mais tarde, no fim da vida, junto de amigos chegados. Mais tarde, o casal Rhine, nos EUA, apresenta a Parapsicologia, demonstrando inequivocamente as capacidades anímicas do Ser Humano, como a telepatia, telecinesia e outras. Entre 1995 e 1998, três renomados cientistas da “Society for Pychical Research” (SPR) de Londres, Inglaterra, pesquisaram com enorme precisão, os fenómenos espíritas em Scole, dando origem ao famoso “Scole Report”. As conclusões apontam sem titubear: a vida num mundo extrafísico é real, interage conosco, confirmando, agora com equipamentos electrónicos, o que houvera sido descoberto por Allan Kardec, em 1857.

É importante divulgar, mostrar às pessoas que a vida continua, que a reencarnação é uma realidade,

que vale a pena nunca desistir da vida terrestre.

Se o Espiritismo matou a morte, a Física Quântica matou a matéria: a matéria não existe, tudo é energia, em múltiplos estados (conhecidos e desconhecidos). O que chamamos de matéria, não é mais do que energia “coagulada”, sentida pelos sentidos grosseiros, neste planeta inferior.

No tempo do Materialismo, fazia sentido o suicídio, pois se não há nada após a morte, porque hei-de sofrer? Porque hei-de passar dificuldade? O nada era algo que nos permitia a fuga para um vazio que nos acalmaria todas as dores físicas e mentais. 

Com a morte do Materialismo (Física Quântica) e com a morte da Morte (Espiritismo), apareceram novos paradigmas que provam a imortalidade –Casos Sugestivos de Reencarnação (meninos-prodígio, crianças que se lembram de vidas passadas, comunicações espirituais, regressão de memória), Experiências de Quase-Morte (EQM´s), Experiências Fora do Corpo (EFC’s), Visões no Leito de Morte (VLM’s), Transcomunicação Mediúnica (TCM) e Transcomunicação Instrumental (TCI) – e o suicídio deixa de fazer sentido.

Quem decide deixar a vida física, sai de um plano existencial (energia coagulada) para entrar noutro plano mais subtil, etéreo (o mundo espiritual), tão vivo e real como o nosso, aqui na Terra. O sofrimento que o levou ao ato tresloucado acompanha o suicida, pois é património do Espírito. Este, ao ver-se vivo no plano extrafísico, aumenta os seus problemas, com a frustração de não ter morrido, ao ter consciência do erro cometido, das complicações que daí advêm. No dizer dos suicidas que se comunicam nas associações espíritas, não existe linguagem na Terra para descrever o sofrimento deles no mundo espiritual, não como castigo divino, mas como consequência de um ato destrutivo que ignoravam. A responsabilidade e respectivas consequências são sempre proporcionais ao grau de conhecimento e de lucidez do suicida.

A Doutrina Espírita (ou Espiritismo)

é o maior preservativo contra o suicídio

O Espiritismo explica ao Homem quem ele é, de onde vem, para onde vai, o porquê da vida e a causa das dissemelhanças entre todos nós. Estudando Espiritismo, o Homem encontra a explicação para os problemas existenciais, pesquisa sem necessidade de acreditar e encontra lógica, esclarecimento e consolo. Aprende que a vida na Terra é como um ano escolar, que nenhum de nós tem cargas superiores às suas capacidades psíquicas e, que o Amor de Deus está sempre presente na nossa vida, onde se multiplicam os benfeitores espirituais que nos intuem para o Bem, os amigos terrenos, a família, a Sociedade em geral.

Com as descobertas da Ciência Espírita e da Ciência Oficial (que tem confirmado todas as assertivas espíritas), descobrimos que, custe o que custar, doa o que doer, a única alternativa que temos, apesar de tudo é sempre… viver.

Não faz sentido anular a matrícula a meio do ano, desistir. Vamos até ao fim, custe o que custar cada teste que temos de fazer, na certeza imorredoura de que Deus nunca nos desampara, que amanhã outras oportunidades e soluções por vezes inesperadas, solucionarão o que parecia impossível.

“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.

Por José Lucas

 FONTE:

https://artigosespiritaslucas.blogspot.com/2020/06/a-alternativa-e-viver.html

CoronaVírus: A lição das epidemias

O fim está próximo? Sim! Não!

Iniciamos este ano com a notícia de uma epidemia causada pelo corona vírus, um grupo de vírus já conhecido desde 1960 e que provoca doenças que vão de infecções leves a moderadas até as mais graves, como a pneumonia, e que podem levar à morte.

Como os Espíritas devem comemorar a Semana Santa?

A visão espírita da Semana Santa é, portanto, uma tradição religiosa do Cristianismo que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Ok! Mas disso todo mundo sabe e toda religião cristã pensa o mesmo. Acontece que no decorrer da Semana Santa existem muitas simbologias, que o Espiritismo respeita, mas que não são adotadas na doutrina. Então, como os espíritas podem comemorar a Semana Santa sem os rituais?

Diferenças entre Espiritismo e Espiritualismo

Nem tudo é Espiritismo!

No item I – Espiritismo e Espiritualismo, da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, constante de O Livro dos Espíritos Kardec esclarece:

“Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. A palavra espiritual, espiritualista, espiritualismo tem uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas de anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue daí que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.


 Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e Espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo tem a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.

         Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual representa uma das fases. Essa a razão por que traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista.”

Espiritualismo

Doutrina filosófica que admite a existência de Deus e da alma. Contrapõe-se ao Materialismo, que só admite a matéria.

Segundo o Materialismo no ser humano só haveria o corpo físico. Até as funções superiores como a memória, o raciocínio, as emoções, os sentimentos poderiam ser reduzidos a simples reações físico-químicas do sistema nervoso, do sangue, das glândulas internas. O Universo seria formado por acaso e seria explicado dentro das leis das ciências exatas (Matemática, Física, Química, Astronomia etc.). Esta é a tese do Materialismo Filosófico, que não deve ser confundido com o Materialismo Pragmático e Hedonista adotado por aquele que, embora se diga até mesmo religioso, só quer mesmo é gozar os prazeres da vida terrena, nem que seja em cima da miséria alheia.

Todos os religiosos, como aceitam a Alma e Deus, são, por isto mesmo, espiritualistas.

Assim, a pala espiritualista tem significado muito vasto, abrangendo o católico, o protestante, o umbandista, o candomblecista, o israelita ou judeu, o islâmico ou maometano etc.

Espiritismo

Doutrina filosófica também espiritualista, mas que se diferencia das outras correntes filosóficas por Ter características bem definidas, a saber:

A – Concepção tríplice do homem: Espírito – Períspirito – Corpo Físico;

B – Sobrevivência do Espírito como individualidade;

C – Continuidade da responsabilidade individual;

D – Progressividade do Espírito dentro do processo evolutivo em todos os níveis da natureza;

E – Comunicação mediúnica disciplinada voltada para o esclarecimento e a consolação de encarnados e desencarnados;

F – Volta do Espírito à matéria (reencarnação) tantas vezes quantas necessárias para alcançar a perfeição relativa a que se destina, não admitindo, no entanto, a metempsicose, ou seja, a volta do Espírito no corpo de animal para pagar dívidas, como aceita o Hinduísmo. Conforme o Espiritismo, o Espírito não retrograda;

G – Ausência total de hierarquia sacerdotal;

H – Abnegação na prática do bem, ou seja, não se dobra nada por esta ou aquela atividade espírita;

I – Terminologia própria, como por exemplo, períspirito, Lei de Causa e Efeito, médium, Centro Espírita, e nunca corpo astral, carma, Exu, Orixá, “cavalo”, “aparelho”, “terreiro”, “encosto”, vocábulos utilizados por outras religiões e que não têm cabimento no meio espírita;

J – Total ausência de culto material (imagens, altares, roupas especiais, oferendas, velas etc.);

I – Na prática espírita não há batismo nem culto ou cerimônia para oficializar casamento;

M – Respeito a todas as demais religiões, embora não incorpore a seu corpo doutrinário os princípios e rituais delas;

N – A moral espírita é a moral cristã: “Fazer ao próximo aquilo que dele se deseje”.

Espiritismo, Sincretismo e Cultos Afro-Brasileiros

Na obra Africanismo e Espiritismo – Cap. I, Deolindo Amorim afirma:

“Tem-se procurado, aliás sem razão plausível, confundir o Espiritismo com velhas práticas afro-católicas, enraizadas no Brasil desde o período colonial. Argumenta-se, em defesa de tal suposição, que nas práticas africanas se verificam manifestações de espíritos, o que, no entender de muitas pessoas, é suficiente para dar cunho espírita a essas práticas. O raciocínio é mais ou menos este: onde há manifestações de espíritos, há Espiritismo; logo, as práticas fetichistas são também práticas espíritas, porque nelas se faz evocações de espíritos”.

“Eis aí uma preliminar discutível. Em primeiro lugar, o que caracteriza o ato espírita não é exclusivamente o fenômeno; em segundo lugar, o Espiritismo (corpo de doutrina organizado por Allan Kardec) surgiu no mundo em 1857, e quando suas obras chegaram ao Brasil, já existia o Africanismo generalizado, principalmente na Bahia.”

“Historicamente, como se vê, não é possível estabelecer qualquer termo de comparação, porquanto o Africanismo data da época muito recuada, ao passo que a Doutrina Espírita é do século passado…” (século XIX)

“O Africanismo tem ritual organizado, de acordo com suas tradições seculares, fundadas na crença em divindades peculiares a seu culto, enquanto o Espiritismo não adota ritual de espécie alguma, não tem forma de culto, nem adora divindades. É uma doutrina de base científica, propensa ao método experimental, de cogitações filosóficas muito elevadas, porque trata do destino da alma humana, preparando o homem para a prática do Bem, única estrada que conduz a Deus.”

“Muito deve o Brasil ao braço africano, cujo suor, com sacrifício e dedicação, regou os alicerces da prosperidade econômica do país. O africano trouxe para o Brasil os elementos de sua cultura, já muito velha àquele tempo. Deu-se logo a mesclagem cultural, mais esclarecida, atualmente, pelas investigações da Sociologia. Com o tempo, porém, o culto africano começou a desfigurar-se, perdendo as suas linhas originais, em consequência d gradativa e inevitável influência do Catolicismo. Fundiram-se, pois, três tipos diferentes na formação do Brasil: europeu, africano e aborígene. Entre os filhos da terra, os aborígenes, não havia uniformidade de usos e costumes, o que não deixa de refletir a forma de culto…”

“O Africanismo perdeu há longo tempo, no Brasil, seus traços primitivos. Formou-se no país uma cultura de fusão, disto resultando o sincretismo religioso: um pouco de Catolicismo, um pouco de Africanismo e um pouco de Espiritismo deturpado pelo misticismo popular.”

No Cap. II, o autor, informa:

“Não se discute que o objetivo do culto afro-católico, com todos os seus elementos religiosos e culturais, seja ou não o Bem; mas o que se acentua é que Espiritismo não se identifica nem se confunde com o Africanismo. A prática deste último obedece a prescrições ritualísticas, enquanto a prática espírita dispensa e rejeita qualquer fórmula sacramental, qualquer objeto de culto etc.”

O Espiritismo encontrou, no Brasil, a preponderância do Africanismo e do Catolicismo, com um fator absolutamente favorável: o baixo nível intelectual das massas, educadas na superstição e sob o influxo da Religião Católica, que lhe imprimiu o apego aos ídolos, aos símbolos etc. Difícil tem sido ao Espiritismo reagir contra a propensão de grande parte de seus simpatizantes para o culto fetichista. Daí muita gente, que desconhece o assunto, que não sabe o que é Espiritismo, dizer que Espiritismo e Africanismo são sinônimos…. Eis um erro que precisa ser desfeito. Umbandismo, ou qualquer outra forma de Africanismo não constitui modalidade do Espiritismo.

No Livro O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas no Cap. III Deolindo Amorim acrescentam:

“Apesar do aspecto comum – o caráter espiritualista – a Umbanda não se configura no corpo da Doutrina Espírita nem o Espiritismo se conforma à organização religiosa da Umbanda. À parte o fenômeno, que é ponto pacífico, devemos considerar os dois movimentos em seus campos adequados, sem confusão nem rivalidade: Umbanda deve ser compreendida como Umbanda e Espiritismo deve ser compreendido como Espiritismo”.

A propósito, cabe esclarecer que não existe espiritismo de mesa, alto espiritismo, baixo espiritismo, espiritismo de mesa branca, e outras expressões similares. Existe somente Espiritismo.

Aliás, ficam também esclarecido que a expressão Kardecismo não corresponde à realidade, pois a doutrina não é de Kardec. Allan Kardec organizou, codificou a Doutrina Espírita ou Espiritismo, que lhe foi passada pelos Espíritos encarregados de concretizar entre nós o Consolador prometido por Jesus.

Transcrevemos abaixo pergunta de um céptico e a resposta de Allan Kardec, constante da obra O que é o Espiritismo, que bem esclarece o assunto:

“V. – O senhor tinha razão de dizer que das mesas giratórias e falantes saiu uma doutrina filosófica, e longe estava eu de suspeitar as consequências que surgiram de um fato encarado como simples objeto de curiosidade. Agora vejo quanto é vasto o campo aberto pelo vosso sistema.

A.K. – Nisso vos contesto, caro senhor; dais-me subida honra atribuindo-me esse sistema quando ele não me pertence. Ele foi totalmente deduzido do ensino dos Espíritos. Eu vi, observei, coordenei e procuro fazer compreender aos outros aquilo que compreendo; esta é a parte que me cabe.

Há entre o Espiritismo e outros sistemas filosóficos esta diferença capital; que estes são toda obra de homens, mais ou menos esclarecidos, ao passo que, naquele que me atribuís, eu não tenho o mérito da invenção de um só princípio.

Diz-se: a filosofia de Platão, de Descartes, de Leibniz; nunca se poderia dizer: a doutrina de Allan Kardec; e isto, felizmente, pois que valor pode ter um nome em assunto de tamanha gravidade?

O Espiritismo tem auxiliares de maior preponderância, ao lado dos quais somos simples átomos.”

 Por Serniom

 FONTE:

https://espirito.org.br/artigos/espiritismo-e-espiritualismo/

A fé sob a perspectiva da Ciência Espírita

A grandeza de Deus, está no tamanho de sua fé!
A fé, ao longo da história humana, vem sendo quase sempre associada à crença religiosa dogmática. É tida por uma crença em Deus pautada na interpretação da palavra de algum Messias por um grupo de indivíduos que estão à frente de determinada religião. Como a fé fica associada à crença em dogmas peculiares a cada religião, isso leva ao afastamento entre os seus adeptos, pois cada qual argumenta que os seus dogmas são os únicos corretos.

É necessário sofrer?

A mente de cada Ser é o seu Algoz e Juiz!
Dúvida que ainda causa enganos na interpretação da doutrina espírita, o sofrimento tem sido muitas vezes motivo de identificação do espiritismo como uma doutrina que faz apologia à dor. Em agosto de 1983, Heloísa Ferraz Pires analisou e esclareceu o assunto.

Cirurgias Espirituais

A cura está ligada diretamente a sua fé...

Iremos abordar neste artigo uma abordagem simples e superficial sobre a cirurgia espiritual, como ocorre e de que forma é feita a cirurgia.

Espiritismo e as datas predefinidas

O tempo é desigual entre mundo espiritual e material.
Em geral o Espiritismo não trabalha com datas predefinidas para acontecimentos.

         Desde que o mundo é mundo o homem busca, por meio das previsões, antecipar-se aos acontecimentos. Quer saber o que poderá ocorrer-lhe adiante, desvendar o futuro, vasculhar o que ainda não aconteceu, como se a vida fosse um livro já escrito em que ao invés de escrevermos a história vamos apenas abrindo as páginas para ver as tintas que ali já estavam grafadas.

Transtornos Mentais à Luz do Espiritismo

Enfim, quem pode se dizer, ser normal?

A vida é percebida por cada pessoa de uma maneira diferente, mas quando os pensamentos e sentimentos são tomados por perturbações, afetando o comportamento, trazendo sofrimento e prejuízos no campo familiar, social, afetivo e profissional, passa a se tornar um problema para aqueles vivenciam e, muitas vezes também, para os que o rodeiam. 

O que o espiritismo diz a respeito do inferno?

O inferno está no medo de sua mente!
Muitas pessoas pensam que o inferno (palavra derivada do termo infernum, que tem como significado “profundezas”) é um local que vão depois de morrerem para sofrerem as consequências de seus erros durante toda a vida. Porém, de onde surgiu essa ideia?

Carta de Agradecimento

Momento de valorizar aos que estão presentes!

Conceda-me sua bênção!

Trago os olhos orvalhados de lágrimas ante o calidoscópio das recordações da nossa inesquecível comunhão terrestre.

A violência na visão Espírita

Violência: mecanismo de mudanças, será?
A violência tem aumentado consideravelmente em nossos dias. Às vezes nos questionamos se hoje o mundo está mais violento que antes, mas o que percebemos é a facilidade dos meios de comunicação que nos fazem saber das notícias no momento em que está acontecendo.

Guerras e o mundo espiritual

As nossas guerras não se acabam após a morte!

Muitas vezes o tema desperta interesse em pessoas cuja história pessoal ou familiar não tem qualquer passagem por guerras. No entanto, se pararmos para refletir, talvez identifiquemos, em nós mesmos, atitudes “belicosas” em relação a situações ou pessoas, na forma como lidamos com elas ou com problemas que se nos apresentam.

Fechamento de um ciclo

Tudo tem começo e um fim!
A vida é a nossa grande mestra. Tudo o que nos acontece está de algum modo nos favorecendo, seja para nos melhorarmos, seja para nos despertarmos da nossa zona de conforto, ou mesmo para adquirirmos alguma habilidade ou mudarmos algum aspecto. O propósito - sempre o aprimoramento”

Espíritas não praticantes

Curioso, Trabalhado ou Espírita. O que você é?
“NEM TODOS OS QUE ME DIZEM? - SENHOR! SENHOR!
ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS.”
E.S.E. Capítulo, 18.

Que conceito afinal devemos ter sobre ser espírita?

Será coerente e proveitoso admitirmos, junto aos roteiros educativos da Doutrina Espírita, a figura tradicional do religioso não-praticante?