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As especificidades dos passes |
113.Quais
os tipos de passe?
Essa questão é problemática.
Muitos autores preferem criar suas próprias nomenclaturas. De nossa parte,
consideraremos apenas as mais usuais:
Passe magnético, onde somente
o passista, nesse caso dito “magnetizador”, atua como a fonte dos fluidos a
serem doados, não havendo portanto a influência espiritual; passe espiritual,
cuja origem dos fluidos é primordialmente espiritual; e passe misto, também
conhecido como passe espírita, onde atuam de forma colaborativa o passista e o
Espírito, embora o passista não esteja propriamente mediunizado, podendo
inclusive haver a adição de fluidos vegetais previamente manipulados pela
Espiritualidade. Este último tem sido utilizado de forma mais ampla nas casas
espíritas, e é o que recomendamos.
114.O
que é passe magnético?
É a doação de fluidos
originada exclusivamente de um ou mais doadores encarnados, chamados de
“magnetizadores”. Embora usado em algumas casas espíritas, e ter seus
benefícios já confirmados pela experiência, não é tão difundido quanto o passe
dito misto. Digno de nota é o fato de Allan Kardec ter sido aluno da escola de
Mesmer, famoso estudioso do Magnetismo no século XIX, segundo consta em alguns
registros históricos.
115.O
que é passe espiritual?
É o passe cuja origem é
espiritual. Não há, neste caso, participação de criatura encarnada, embora os
Espíritos possam naturalmente manipular fluidos animais para o fim almejado. O
passe espiritual não é idêntico ao passe misto, em virtude da participação
ativa do passista que este requer.
116.O
que é passe misto?
O passe misto pode ser
considerado como a soma do passe magnético e do passe espiritual, unindo as
qualidades de ambos. Nesse caso, tanto há doação de energia espiritual por
parte dos Espíritos encarnados e desencarnados, como manipulação de fluidos
animais, vegetais e outros que desconhecemos, por parte da Espiritualidade que
coordena o trabalho. É o passe mais praticado nas casas espíritas, por envolver
a equipe de tarefeiros encarnados, subordinada à equipe espiritual.
117.O
passe cura?
Não. O passe atua como
paliativo que alivia as dores físicas e/ ou morais sofridas pelo paciente, e
lhe reanima espiritualmente para continuar a enfrentar os testes da vida de
forma mais tranquila. Naturalmente a eficácia do passe está vinculada ao esforço
do paciente em superar-se.
118.O
passe é placebo?
Não. O Magnetismo é ciência já
largamente comprovada, não se tratando, pois, de mera questão de crença.
Podemos, modernamente, verificar com clareza a radiação emitida pelos seres
vivos através de vários métodos, dentre os quais destaca-se como dos mais
conhecidos a fotografia da aura energética, também chamada de kirliangrafia. Os
efeitos magnéticos do passe são uma realidade que pode ser comprovada. Dessa
forma, o passe não é placebo.
119.Qual
a finalidade de se aplicar passes em objetos?
Os objetos, assim como os
corpos vivos, têm uma aura magnética que os reveste, sendo esta passível de ser
magnetizada positiva ou negativamente. Quando alguém toca no objeto, é natural
ocorrer a interação dos campos magnéticos, transmitindo-se assim parcela das
características de tais campos de um para outro. O mais comum nas casas
espíritas é a magnetização da água, dita “água fluida”, ao passo de
magnetização de roupas e outros objetos é fato mais raro.
120.Deve-se
dar passe antes das reuniões mediúnicas?
O passe na reunião mediúnica é
mais utilizado durante ou após os trabalhos, embora encontremos casas que o
ministrem antes do início. Durante a reunião os passes podem atuar de duas
formas básicas: sustentação fluídica de uma manifestação ou dispersão de
fluidos após alguma entidade ainda sofredora ter se servido do médium,
causando-lhe fadiga. Após a reunião, costuma-se utilizar o passe tanto para
dispersão de fluidos como para energização dos médiuns, em quem geralmente o
desgaste é maior. O passe antes do início das reuniões mediúnicas pode ser
aplicado no intuito de relaxar os companheiros para melhor receptividade mental
na tarefa em questão.
121.Deve-se
dar passe durante as reuniões mediúnicas?
Não há regra. Depende
principalmente de como aplicar o passe. É comum depararmo-nos, em reuniões
mediúnicas, com situações em que o médium se esforça por não permitir a
manifestação de determinada entidade que se encontra descontrolada em excesso
por algum motivo. Tais manifestações perturbam a reunião, além de fatigar o
medianeiro. Ocorre que companheiros responsáveis pela tarefa do passe durante a
reunião, algumas vezes, aplicam passes de energização nos médiuns, procurando auxiliar
lhes. Não raro, o passista – naturalmente bem-intencionado – está cometendo o
engano de prover os recursos de base para que o fenômeno venha a ser
continuado. Pelo que temos observado e aprendido, a aproximação das mãos ou o
direcionamento do pensamento (mesmo sem qualquer movimento do corpo) com o
objetivo de se fornecer fluidos à região próxima à nuca sensibiliza bastante o
médium, facilitando-lhe o processo de vinculação psíquica e conseguinte
manifestação. Assim, sugere- se observar a diferença básica entre a aplicação
dispersiva e a energizante, de forma a se trabalhar corretamente durante as
reuniões mediúnicas.
122.Deve-se
dar passe após as reuniões mediúnicas?
Não há regra. Sugere-se que
apenas os companheiros que se encontrem mais fatigados sejam atendidos, para
que não se “vicie” o tarefeiro a receber sempre o passe, sem qualquer tipo de
cogitação quanto à necessidade ou não de recebê-lo.
123.Em
qual corpo atua o passe?
Em todos. Entendemos que há
duas parcelas energéticas no passe: a espiritual e a animal. A segunda, animal,
serve de suporte à primeira, como se fosse um “carrinho de mão”. Os Espíritos
encarnados, assim como os desencarnados excessivamente vinculados à matéria,
ainda necessitam deste “veículo” de transporte (fluido animal) para captar os
fluidos espirituais, que nesse caso ficam impregnados no fluido animal. Esse
também é um dos motivos pelos quais as reuniões ditas de “desobsessão”
necessitam do componente humano (encarnado). Os fluidos animais, semi-materiais,
que transportam as energias espirituais canalizadas no passe encontram
ressonância maior com o perispírito, razão pela qual este corpo capta em
primeiro lugar as vibrações da fluidoterapia, vindo a distribuí-las posteriormente
aos outros corpos.
124.O
passe afeta o corpo físico?
Sim. Sendo o perispírito, ou
corpo espiritual, ligado ao corpo físico, naturalmente esse recebe as
impressões captadas por aquele. Ocorre que, pelo fato de muitas pessoas não
sentirem imediatamente os resultados do passe, como queriam, não se acredita em
sua eficácia, contribuindo, de fato, para que tais energias sejam atenuadas,
diminuindo sua ação. Em termos da Medicina convencional, podemos comparar um
tratamento fluidoterápico a uma terapia homeopática, que em princípio passa mais
tempo “despercebida”, atingindo, no entanto, as causas profundas do problema.
125.Existe
relação entre o passe e o africanismo?
Espiritismo não é africanismo,
assim como as religiões africanistas, tais com a Umbanda, Candomblé e outras,
não são Espiritismo. Não obstante, boa parte das religiões africanistas, senão
todas, assim como o Espiritismo, tem trabalhos de fluidoterapia.
126.Há
bibliografia recomendada para o estudo do passe?
Evitando enumerar livros em
excesso, citemos apenas cinco: "Passes e Radiações" de Edgard Armond, Aliança. "O Passe - seu estudo, suas técnicas, sua prática", de Jacob Melo, FEB. "O Passe Magnético - seus fundamentos e sua aplicação", Salvador Gentile, IDE. "Missionários da Luz", capítulo 19, André Luiz/Francisco Cândido Xavier, FEB e "Conduta Espírita", lição 28, André Luiz/Waldo Vieira, FEB.
Por Eugênio Lysei Junior
FONTE:
https://espirito.org.br
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